
Embalagem para delivery: como escolher e quanto custa no preço
A embalagem faz parte do que o cliente recebe e do custo do pedido. Veja como escolher por tipo de comida, o que colocar no lacre, quanto ela pesa no preço e o que checar com a prefeitura.
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A embalagem é a primeira coisa que o cliente toca quando o pedido chega, e ela carrega a comida por todo o caminho até a porta. Escolher mal significa molho derramado, fritura murcha, salada aguada e um cliente que não pede de novo. Escolher bem exige olhar para cada tipo de comida, lacrar o pedido e somar o custo da embalagem ao preço, porque ela não é um detalhe: é parte do produto que você vende.
Escolha a embalagem pelo tipo de comida
Não existe uma embalagem que sirva para tudo. Cada prato pede um tratamento diferente.
Quente e com molho: pote com tampa bem vedada. Molho solto na sacola é a reclamação mais comum, e uma tampa que encaixa direito resolve boa parte do problema.
Fritura: use embalagem com saída de vapor. Sem ventilação, a fritura fica abafada, a crosta amolece e a batata perde a graça na metade do caminho.
Salada e sobremesa: separe do quente. Vapor da comida quente murcha a alface e derrete a cobertura da sobremesa. Coloque em pote próprio e, se possível, deixe o molho à parte.
Bebida: separada da comida, com tampa. Um refrigerante que vaza estraga o resto do pedido.
Lacre e identificação
O lacre mostra ao cliente que ninguém abriu o pedido no caminho. É um detalhe barato que passa segurança. Feche a embalagem ou a sacola com lacre em todos os pedidos.
Algumas cidades têm lei que exige lacre no delivery. A regra varia de lugar para lugar, então confirme na prefeitura ou com o contador antes de definir o padrão da loja.
Na embalagem também vale identificar o pedido: nome da loja, um contato e o link para o próximo pedido direto. Assim o cliente sabe de onde veio a comida e tem um caminho simples para pedir de novo sem depender de terceiros.
Temperatura até a porta
Comida quente e comida fria têm limites de temperatura que ajudam a decidir a embalagem e o transporte. A RDC 216 da Anvisa, que trata de boas práticas em serviços de alimentação, define como quente o alimento acima de 60 °C e como frio o alimento abaixo de 5 °C. Manter isso no trajeto depende de embalagem fechada e de uma bolsa térmica para o entregador, que ajuda a segurar o calor ou o frio. Sem bolsa, a comida quente pode esfriar no caminho até a porta. Para as regras de higiene e manipulação, veja também boas práticas da Anvisa para o restaurante.
Quanto a embalagem pesa no preço
A embalagem entra no CMV, e isso muda a conta do delivery. Veja um exemplo com valores inventados só para mostrar o cálculo:
| Item | Valor |
|---|---|
| Pote | R$ 1,20 |
| Tampa | R$ 0,30 |
| Sacola | R$ 0,40 |
| Lacre | R$ 0,10 |
| Embalagem por pedido | R$ 2,00 |
Se o prato custa R$ 10,00 em ingredientes e a embalagem é R$ 2,00, o custo do pedido vai para R$ 12,00 antes de qualquer outra despesa da operação. Quem vende o mesmo prato no salão, sem essa embalagem, não tem esse custo extra no pedido. Por isso o preço do delivery precisa considerar a embalagem desde o início, e não só o ingrediente. O cálculo do preço de venda do prato mostra como fechar essa conta, e o cálculo do CMV mostra onde a embalagem aparece no mês. Use esses dois guias juntos para acertar o preço do delivery.
Perguntas frequentes
A embalagem entra no CMV?
Sim. Ela faz parte do produto que o cliente recebe, então entra no custo da mercadoria vendida, junto com os ingredientes.
Vale a pena cobrar taxa pela embalagem?
Depende da sua região e da forma como você apresenta o preço. Antes de decidir, confira as regras locais de cobrança e combine com o contador. Se preferir incluir o custo no preço do prato, faça a conta para que o pedido continue dando margem.
Preciso de bolsa térmica se a entrega é perto?
Nem sempre, mas uma entrega curta pode esfriar uma fritura ou uma sopa mais do que se imagina. Teste o trajeto mais comum antes de decidir se a bolsa vale o investimento.
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Delivery próprio com o pedido acompanhado
No Pede a Conta, o plano Completo (R$ 99,90 por mês por loja) traz delivery próprio com um link para o cliente acompanhar o pedido. O estoque também registra entrada e baixa de produtos, então as embalagens e os ingredientes entram no controle junto com o resto da cozinha. Tudo roda no navegador do celular, sem instalar nada pela loja de aplicativos.
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Fontes
Os valores deste artigo são exemplos para mostrar a conta; use os números do seu restaurante.
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