
Taxas da maquininha de cartão: como comparar antes de escolher
A taxa da maquininha pesa no fim do mês, e a menor taxa anunciada nem sempre é a mais barata. Veja o que entra na conta, como simular o seu mês real e o que ler no contrato antes de assinar.
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A taxa da maquininha é o percentual que a operadora desconta de cada venda paga no cartão. Ela não é a mesma para débito, crédito à vista e crédito parcelado, e ainda pode vir acompanhada de prazo de recebimento, aluguel do aparelho e cobrança por antecipação. Por isso, comparar duas maquininhas só pela taxa mais baixa do anúncio costuma dar uma resposta errada. Pergunte à operadora, por escrito, a taxa de cada modalidade, o prazo de recebimento e o custo do aparelho. Antes de contratar, leia com atenção o contrato, incluindo taxas promocionais e multa de cancelamento. O que vale é o custo total no seu mês, com as suas vendas.
O que entra no custo da maquininha
Na prática, a conta de uma maquininha tem três partes que costumam aparecer em lugares diferentes da proposta.
MDR (taxa de desconto): é o percentual descontado em cada venda. Cada modalidade tem o seu. A taxa de cada modalidade varia conforme a operadora e a proposta, e o valor exato aparece no contrato de cada uma.
Prazo de recebimento: o débito costuma cair no dia útil seguinte. O crédito pode cair em até 30 dias, ou no dia seguinte se você antecipar. Dinheiro que demora a entrar também pesa no caixa, porque é preciso ter recursos para pagar fornecedor e equipe enquanto espera.
Antecipação de recebíveis: é a opção de receber o crédito antes do prazo normal, pagando uma taxa a mais por isso. Algumas maquininhas já embutem a antecipação no preço, outras cobram à parte, então vale checar se a taxa anunciada inclui ou não esse custo.
Custo do aparelho: pode ser a compra do equipamento, um aluguel mensal ou uma isenção condicionada a um faturamento mínimo. Se a isenção depende de vender um valor por mês, esse valor precisa ser realista para o seu restaurante.
Como simular o seu mês real
O método é o mesmo para qualquer proposta:
Pegue o faturamento médio dos últimos três meses no cartão, separado por modalidade.
Para cada opção, aplique a taxa de cada modalidade sobre o valor correspondente.
Some o aluguel ou a parcela do aparelho, se houver.
Considere o prazo: se uma opção paga em dias e outra em 30, anote o custo de financiar esse intervalo ou o valor da antecipação.
Compare o total do mês, e não a taxa isolada.
Um exemplo com números
Suponha, só como exemplo inventado, um restaurante que vende R$ 20.000 por mês no cartão. Uma diferença de 1 ponto percentual na taxa significa R$ 200 a mais ou a menos todo mês. Esse valor pode mudar a decisão, mesmo que a diferença pareça pequena no anúncio.
| Item | Opção A | Opção B |
|---|---|---|
| Taxa média sobre R$ 20.000 | 2,5% = R$ 500 | 3,5% = R$ 700 |
| Aluguel do aparelho | R$ 0 | R$ 60 |
| Custo no mês | R$ 500 | R$ 760 |
Nesse exemplo, a opção de taxa mais alta sai mais cara no mês, porque o aluguel entra na conta. Se a opção A tiver prazo de recebimento longo, o custo de esperar ainda pesaria a favor da B. O ponto é olhar o total, e não uma linha só.
Pix como alternativa
O Pix é uma forma de receber sem a taxa da maquininha de cartão. O dinheiro cai na hora, e a tarifa depende do banco. O Banco Central do Brasil explica como funciona o sistema. Ele não substitui o cartão, mas pode ser uma opção para parte das vendas, conforme o perfil do seu restaurante. Para ver como usar no restaurante, leia Pix no restaurante.
O que ler no contrato antes de assinar
Taxa promocional: muitas propostas começam com um percentual reduzido por tempo limitado. Confira qual será a taxa depois desse período.
Multa de cancelamento: se houver multa para sair antes do prazo, ela entra na conta caso você precise trocar.
Regra da isenção: se o aparelho é grátis somente com faturamento mínimo, confira o que acontece nos meses em que a venda fica abaixo.
Prazo de recebimento por modalidade: o contrato costuma detalhar quando cada tipo de venda cai.
Antecipação: veja se a taxa dela já está no preço ou se é cobrada à parte, e em que condições.
Perguntas frequentes
A maquininha com taxa mais baixa é sempre a mais barata?
Não necessariamente. Se ela cobra aluguel alto, demora mais para pagar ou exige antecipação cara para você ter caixa, o custo total pode ser maior. Compare o mês inteiro.
Vale a pena pagar pelo aparelho em vez de alugar?
Depende do seu volume e de quanto tempo você pretende ficar com a mesma operadora. Simule as duas opções com o seu faturamento real e veja qual sai mais barata no mês.
Como as taxas da maquininha entram no preço do prato?
Elas são uma despesa sobre a venda. Para ver quanto o cartão pesa no preço, leia Margem de contribuição, que mostra como separar os custos variáveis do que sobra por venda.
Para continuar lendo
Cartão e Pix registrados no mesmo lugar
No Pede a Conta, as vendas no crédito e no débito ficam registradas no sistema, e quem cobra a transação é a maquininha da loja. Sem afirmar integração entre elas. O resumo do dia mostra o total por forma de pagamento, o que ajuda a montar a simulação do seu mês. O Pix também pode ser recebido com QR code e confirmação automática pelo Mercado Pago da loja, e a taxa do Pede a Conta nesse caso é zero.
O Pede a Conta é grátis até 300 pedidos por mês em 1 loja e nunca cobra por celular. Comece grátis.
Fontes
Os valores deste artigo são exemplos para mostrar a conta; use os números do seu restaurante e as condições do seu contrato.
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